Tratamentos Pós Operatórios ajudam na recuperação do paciente e evitam edema, equimose, hematomas e fibrose

Drenagem linfática, ultrassom, microcorrente e terapia combinada são os métodos usados para trazer melhores resultados pós cirúrgicos

 

O inverno é a estação do ano que muitas pessoas escolhem para realizar cirurgias plásticas, principalmente porque evitam contato com o sol. Entretanto, após realizar um procedimento cirúrgico é preciso ter alguns cuidados, o principal deles é o tratamento pós operatório (P.O) que, de acordo com a fisioterapeuta, especialista em dermato funcional, Fernanda Schneider Trentini, consiste em uma avaliação prévia, com perguntas sobre o tipo da intervenção cirúrgica realizada, o tempo de pós operatório, se houve ou não complicações e se está fazendo uso de medicamentos. “Além disso, é preciso analisar o processo de cicatrização e situações comuns, decorrentes da cirurgia, como presença de edema, equimoses, hematomas, seroma e fibrose”, comenta.

 

A, também fisioterapeuta, Lilian Jacob, explica que, para realizar um trabalho fisioterapêutico eficaz, é preciso uma minuciosa avaliação, se possível com foto, com o intuito de identificar o histórico da cirurgia, as alterações e limitações que o paciente está apresentando. “Orientar o paciente quanto à postura, a maneira correta de levantar e deitar e a melhor forma para dormir, é importante. Após a liberação médica, inicia-se a drenagem linfática manual, que ajuda na diminuição do edema, na revascularização e na diminuição do tempo de pós cirúrgico”, destaca.

 

Além deste tratamento, também é possível utilizar o ultrassom, que ajuda na reparação tecidual e vascular, trazendo um resultado eficaz em relação a equimoses e hematomas, reduzindo a chance de desenvolver fibrose, principalmente em caso de lipoaspiração. “Outro método indicado é a microcorrente em cima da cicatriz, quando se trata de abdominoplastia. Após 30 dias, a edermologia poderá ser aplicada, proporcionando um desfibrosamento profundo e normalizando a vascularização cutânea. Nessa fase, o paciente pode cuidar da cicatriz com cosméticos adequados, ultrassom e massagem específica. A partir deste ponto, é importante dar continuidade aos recursos como drenagem e ultrassom combinado com corrente. No caso de fibrose, recomenda-se a perfusão da pele, introduzindo tratamentos como radiofrequência e carboxiterapia”, explica Lilian.

 

O equipamento de terapia combinada é um dos mais indicados, e é uma novidade no consultório. “Ele possui o ultrassom de grande superfície e alta potência, permitindo seu uso juntamente com a microcorrente, que acelera em até 500% a produção do ATP, a molécula que participa de todos os processos energéticos da célula e é responsável pela síntese de proteína, reparação e regeneração tecidual”, revela Fernanda.

 

O tratamento pós operatório é indicado para todas as cirurgias plásticas estéticas ou reparadoras, tanto faciais como corporais. “Dentre as principais estão: lipoaspiração, abdominoplastia, mamoplastia de  aumento ou redutora, ritidoplastia ou lifting facial, rinoplastia (nariz) e blefaroplastia (pálpebras)”, aponta Fernanda Trentini.

 

É inevitável que, após qualquer procedimento cirúrgico, o paciente sinta dores e, os tratamentos pós operatórios, de acordo com a fisioterapeuta Lilian, também servem para aliviar as dores, bem como melhorar a circulação linfática e sanguínea, acelerar a regeneração dos vasos e tecidos, além de aumentar a hidratação e nutrição celular, auxiliar na remoção de hematomas e de fibroses, acelerar o processo de cicatrização e recuperação, antecipando, assim, o retorno às atividades cotidianas.

 

Porém, é preciso estar atento às contraindicações, como em caso de deiscência dos pontos, presença de seroma, rejeição de próteses linfoadenopatias (enfartamentos ganglionares) e necrose, não recomendá-se a drenagem linfática e o paciente deve ser encaminhado para o médico. “Além disso, é preciso respeitar o tempo de cicatrização para que não haja complicações, como abertura dos pontos, por exemplo”, reforça a fisioterapeuta Fernanda.

 

O tempo de duração de cada procedimento, depende do tipo e da extensão da cirurgia (quantas regiões foram operadas). Fora isso, o paciente deve ter alguns cuidados, durante e depois do tratamento. Antes de se submeter a cirurgias plásticas, os pacientes devem estar conscientes que deverão seguir as recomendações médicas e fisioterapêuticas para que haja sucesso da intervenção.  Geralmente, é indicado o uso de cintas, faixas, placas, macaquinho e sutiã, específicos para cada caso; não fazer atividades domésticas, atividades físicas e não carregar peso até que a cicatrização do tecido esteja completa. Também não é aconselhável dirigir e carregar crianças no colo, durante um mês. “Costumo recomendar a ingestão de bastante líquido, alimentos ricos em silício (como folhas verdes escuras, arroz, milho, aveia, trigo, manga, banana), que aumentam a síntese de ATP, melhorando a oxigenação das células e estimulando a produção de colágeno. O consumo de nutricosméticos, cápsulas manipuladas, que contém silício e outros nutrientes que auxiliam na cicatrização do tecido e aceleram a recuperação, também são indicados, proporcionando uma recuperação mais rápida”, cita Fernanda.

 

Durante o tratamento, o fisioterapeuta deve aconselhar o paciente a não se expor ao sol, pois os hematomas podem manchar a pele, passar filtro solar nas cicatrizes para que não fiquem escuras, não fumar, para não ter complicações na pele, como necrose, não esticar o corpo exageradamente e ter paciência para o resultado definitivo, pois a pele precisa se acomodar e respeitar o tempo de repouso.

 

“O uso da cinta faz parte dos cuidados pós operatórios e o tempo de uso varia entre 30 a 90 dias, pois elas auxiliam na cicatrização e evitam o aparecimento das irregularidades. A alimentação também é muito importante, consumir frutas, legumes, verduras e vitaminas, além de alimentos ricos em ferro. Uma boa dica é tomar suco de laranja com couve, todas as manhã, durante o tratamento. No caso da lipoaspiração, o paciente deve usar as placas associada à cinta por, pelo menos, três meses”, ressalta Lilian.

 

Para iniciar o tratamento, tudo depende do tipo da cirurgia realizada. No caso de uma lipoaspiração, o tratamento já pode ser iniciado no dia seguinte à intervenção, já que não há presença de grandes cicatrizes. Na abdominoplastia é necessário esperar de 10 a 15 dias pois, antes disso, há presença de inflamação aguda e o colágeno recém formado pode ser facilmente rompido, prolongando o processo de reparação, além de, possivelmente, predispor a formação de seroma, devido a presenta de muito líquido na região operada. Portanto, na maioria dos casos, o tratamento fisioterapêutico pós operatório deve ser iniciado mediante autorização do cirurgião plástico para evitar futuras complicações.

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